09 Fevereiro 2010

Pensava que os serviços de mensagens instantâneas eram indispensáveis quando tinha paixonites ou amigos recém chegados.

07 Fevereiro 2010

Dançar salsa tudo bem. Porque é divertido fazer os rodopios, ver o rebolado dos meninos e o portunhol sofrível de todo mundo. Enlouquecer com Tula e as cumbias outras. Mas eu sofro na hora dos boleros. Sério, não me chamem na próxima maratona. Essa coisa de ficar sensualizando ao som de luis miguel com o namorado das outras não dá. Nem tenho penas das outras, tenho pena de mim. Aprenda: se o seu namorado dança bem, seja melhor do que ele. Ou passe a noite se enchendo de tequila e raiva.

06 Fevereiro 2010

Fiz um twitter só pra participar de promoções. Odiei.



i'm a little bit fellini

Eu tenho muita inveja de quem cursou os Nancy todos. É complicado ser professor de francês por aqui. Mais complicado ainda é quando você já dá aulas mas não pode fazer mestrado por falta de orientador.

A vantagem de ter amigos stricto sensu é poder criticar a linha de pesquisa dos programas dos outros sem nunca ter passado perto.

Eu nunca tinha visto um gênio.


Daí tá todo mundo muito serelepe contando como foram as férias e os que podem relatando como anda Paris e arrumando as cadeirinhas quando chega uma pessoa. Ele inventa de fazer uma ligação no meio da sala e todos esperando. A aula começa, aquela frescura de apresentação e o do telefone se revela um mala, com um francês bom, mas meio embolado, se metendo nas respostas de todo mundo e com babinha no canto da boca. Juro que ele perguntou prum cara se ele tinha doutorado e fez uma cara de emoticom desdém quando soube que não. Enquanto eu calculava quantos minutos faltavam pra correr na secretaria e mudar de turma, ele se ligou que estava na sala errada. Professora simpática levou-o e foi aquele estranhamento geral.

Quando voltou ela contou que o menino tinha apenas 21 anos e já estava na quarta graduação e no mestrado (ele fazia um curso por turno, todos da área de humanidades, o que eu achei digno), era hiperativo, gênio, a praga toda. Fluente em três línguas e conseguiu terminar quatro estágios em um mês de férias. Tinha aquele jeitão bobo por causa dos remédios.

No intervalo, enquanto todo mundo socializava no bistrot, ele ficou sozinho executando movimentos repetitivos. Foi só o professor entrar na sala que ele correu pra conversar.



O dia em que vi um gênio de perto.

Show de CéU no RecBeat. Carnaval eu não topo.

03 Fevereiro 2010



Pegael, galera?

- Tu vai fotografar o carnaval do antigo esse final de semana?
- Non
- Todos os anos tu vai, o que aconteceu?
- Odeio carnaval
- Mas ia mesmo assim
- Minha câmera tá emprestada e estou sem as lentes
- Hmmmmmm
- Que música tu recomenda pra... err... um jantar a dois?
- Fuck music?
- Ééééééé
- Dizia logo... Cool jazz
- HAHAHAHA
- Sério, que saco
- Tu podes fazer uma seleção pra mim? Acho que vou pegar o carinha lá
- Hmmmm. 'Cê quer o quê? Um cd com quanto tempo?
- Umas três horas
- Ui
- Hé




E estamos aqui, trabalhando na seleção cool fuck music jazz.

[Primeira aula na auto-escola]

- Já dirigiu?
- Só Need for Speed e Wii
- HAHAHAHA

[Minutos depois de pegar a Suassuna e a João de Barros e pá]

- Você é desenrolada. Esse Will é um simulador?
- HAHAHAHAHA

Acabaram as férias. Eu já não me aguentava mais.

24 Janeiro 2010

"Um dvd com todos os cds"

Mas é isso mesmo. Nous téléchargeons.

Pra me fazer feliz: um dvd com todos os cds da Badu e outro com todos os exemplares de Fables.

Depois de corrigir essa maravilha feita por uma filosofinha, editarei um dvd sobre os pássaros brasileiros e estudarei para a prova do detran.

Mantenho os celulares desligados.
E o humor no mode [hell].

Lembrei que vi uma camiseta com a Morte do Gaiman naquela feirinha em Pinheiros. Posso dar um FF agora e ir lá comprar. Só vai ser arriscado voltar e te encontrar apenas às quintas, chateada com as aulinhas sobre coesão e coerência. Ou ter que guardar a camiseta porque quem é você?

Pra passar o tempo corrijo um projeto de pesquisa de uma amiga do amigo de meu tio. Que pretende fazer mestrado no paraguay. Uma bomba. Estudo a possibilidade de ir ao paraguay também.

1. Computador quebra.
2. Me dou conta que não posso fazer nada [academicamente falando] sem ele.
3. Conta corrente no zero.
4. Levo um toco da melhor amiga [aquela coisa da 'prioridade marido/filhos'].
5. Vejo a última paixonite de mãos dadas com uma piriguete [me achava um ser superior, com tudo superado, até a barriga gelar ao vê-los] porque eu tenho que frequentar os mesmos lugares indies sempre.
6. O show do final de semana não acontece.
7. Perco o cineclube, perco as sessões de Coco, perco tudo. Me recuso a ver a bomba do Nine.
8. Quando decido morar sozinha, minha mãe faz gracinhas e concluo que não dá pra ficar sem o humor dela de manhã
9. Choro no táxi, taxista pergunta se tudo bem, eu mando ele dirigir mais devagar.
10. Em casa só tem vinho branco vagabundo.
11. Baixo mais gibis, não leio, vou dormir e sonho com gatos cheios de carrapatos gordinhos.



Melhor final de semana de 2010. Começou bem o ano.

23 Janeiro 2010

Este ano pretendo falar menos.

Dizem que precisamos falar 15 mil palavras diárias para manter a sanidade. Será que precisamos dizê-las mesmo que ninguém esteja ouvindo - ou gostando? E se a família se encontrar à noite, todos com suas cotas vencidas?

Bem, fica decidido também que, se eu sentir que estou entrando em crise de abstinência, então passarei a conversar com um gravador.

Falando sério, eu gostaria de evitar aquela sensação de 'músico de churrascaria', que toca para ninguém (mas, se faz um intervalo, o povo reclama, porque está pagando).

[...]

Outra ideia: linguagem ácida ou irônica, só se for engraçado. Como elemento de veemência ela pode passar a ideia de amargura. Finalmente, investirei em diálogos genuínos. Porém compensarei economizando em discussões, em ameaças - aqui, precisarei cuidar também do olhar -, em broncas e em conselhos não solicitados.

Falar é prata, calar é ouro.


Rubem Amorese

Não basta colocar o ovo, tem que cacarejar.

22 Janeiro 2010

Pelo menos comi o melhor cachorro-quente da cidade lá no inferninho das americanas. Lembrei do meu pai, claro. Cheio de coentro e com pimenta queniana. Ele sempre gargalhava quando eu pedia pro moço colocar pouco açúcar no caldo de cana.

Estou com um humor incrível.

Aleluia, Señor!

Coco estreiou por aqui três meses depois.

Nem ler um gibi escroto eu posso porque o programa ficou no quebrado.

O pior é que não fico sem computador ou internet, mas e os ARQUIVOS? Como vou escrever sem as referências?

Comprarei um HD externo que não vai servir pra nada. Sou dos que não fazem backup.

Acordo às 7 da manhã com muita vontade de voltar a escrever o artigo que deve ser entregue no dia 30 de janeiro. Fico vadiando em uns sites e a bateria baixa total. Ligo a fonte e nada. Tiro a bateria, ligo a fonte e nada. Acabo de voltar da loja, provavelmente placa-mãe. Todos os meus livros, artigos, fotos, o meu mundo estava naquele note. Tudo. Blábláblá não faz backup, eu respondo:

QUEM FAZ BACKUP TODOS OS DIAS?? QUEM?